O “achatar a curva” não acontece e Mato Grosso do Sul ultrapassa os 5 mil óbitos

Bandeiras mudam de cores, mas o quesito “achatar a curva” está distante da realidade pelos dados apresentados por MS após um ano de pandemia, o “Prosseguir” foi criado para avaliar e classificar os municípios em faixas de cores, de acordo com o grau de risco, que cada cidade apresenta (de baixo ao extremo).

Buscando-se assim nele um norte, agentes da sociedade, principalmente os públicos, tomam suas decisões embasado no “Prosseguir”, ele conta com uma série de indicadores, entre eles disponibilidade de leitos de UTI, quantidade de equipamentos de proteção individual, contato com casos confirmados, e numero de óbitos.

Hoje, quarta-feira (14), diante de mais de 5 mil óbitos, o Programa Prosseguir adotado por agentes públicos mudou de cores novamente, capital Campo Grande e o município de Itaquiraí entram para o grau de “extremo risco” cuja a bandeira é “cinza” onde a recomendação é fazer trancamentos em setores da economia para uma suposta redução de contaminação (achatar a curva).

O “achatar a curva” está bem distante da realidade, os sul-mato-grossenses nos últimos meses vem assistido nas redes sociais algo nunca esperado, condolências em imagens de pessoas tomaram conta das mídias o que era distante chegou perto, o medo mudou a vida das pessoas e a sociedade está ciente do que vem ocorrendo.

As informações sobre cuidados sanitários estão bem difundidas, o uso de máscaras são frequentes e o números de casos vem subindo, já contabilizamos mais de 5 mil óbitos, o secretário de saúde do Governo do Estado, Geraldo Resende em suas lives, atribui que o aumento de contágio em MS é pelo não distanciamento social.

“Não temos mais leitos para oferecer à população”

“Não temos mais leitos para oferecer à população”, declarou Resende, adiantando que há um número grande de pacientes na fila de espera, o “achatar a curva” precisa ser repensado em Mato Grosso do Sul, com medidas sanitárias mais efetivas, remanejar força de trabalho agir na higiene e sanitização de locais com grande fluxo de pessoas.

Gargalo no transporte público faz usuários enfrentarem ônibus lotados, supermercados aceitam 2 a 3 membros da mesma família juntos, isso é inadmissível, quais os critérios? Quais os locais que podem ou não podem aglomerar? Como funciona isso? Vários setores da economia estão de portas fechadas para redução de mobilidade, e a secretária de saúde não diz nada?

Dados da COVID-19 em Mato Grosso do Sul

Atualmente em MS, existem em isolamento domiciliar por causa da doença 13.217 pessoas e 1.196 encontram-se hospitalizadas. São 654 pacientes em leitos clínicos (453 públicos e 201 privados) e 542 em leitos de UTI (396 públicos e 146 privados).

Uma tragédia, desde o início da Pandemia, a Capital, Campo Grande nuca conseguiu “achatar a curva” e continua sendo o epicentro da doença com 90.427 casos, faz uma rápida pesquisa no Google e você vai encontrar notícias de que o sistema de saúde na capital “não tem vagas” porque a palavra colapso não era usadas há 3 anos atrás.

O município de Dourados segue com 25.605 casos confirmados, Três Lagoas 11.966. Corumbá 11.370 e Naviraí com 6.248 são dados atualizados hoje, quarta-feira(14). Nas últimas 24 horas novos casos positivos para Covid-19 foram registrados, Campo Grande com +306; Três Lagoas + 154; Dourados +107; Naviraí +60; Costa Rica e Paranaíba + 45 e Corumbá +40 novos casos.

A taxa de letalidade da doença é de 1,3% a média móvel de 53,6 óbitos por COVID-19. Cinco mortes foram de pessoas abaixo de 40 anos de idade. Os dados podem ser consultados na integra pelo o boletim da SES aqui

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